Marcos Veras fala sobre a dificuldade do seu personagem em "O Shaolin do Sertão"

20 de outubro de 2016

Marcos Veras na estreia de Shaolin do Sertão

Chegou aos cinemas o filme O Shaolin do Sertão, novo projeto do diretor Halder Gomes, que ganhou fama com o elogiado Cine Holliúdy.

Na trama, Aluísio Li (Edmilson) é muito fã de filmes de artes marciais, mas sofre bullying das pessoas da cidade onde mora: Quixadá, no sertão do Ceará. Quando descobre que um famoso campeão de luta está desafiando pessoas comuns para combate, Aluísio se anima e procura um mestre que possa proporcionar a ele um treinamento apropriado para enfrentar o fortão.

O elenco falou sobre a importância da representatividade nordestina nos filmes brasileiros. Para Edmilson, o público se identifica com a história. 

— Muita gente se vê na tela. "Cara, isso é a gente. Nossa cidade não tem cinema". Tem uma representatividade muito grande, então tem uma responsabilidade muito grande também.

O ator, que também protagonizou o Cine Holliúdy, opina que o Brasil pode render bons filmes vindos de diversas regiões.

— Tem história boa do pessoal de Goiás, do Amazonas, do Rio Grande do Sul, no Ceará, na Bahia, essas histórias que são brasileiras, histórias nossas. É um diferencial, não só mostrar Copacabana, Leblon, Ipanema e Avenida Paulista. O Brasil é um país tão plural, então por que não usar isso no cinema?

Para Falcão, os filmes de Halder abrem espaço para novos projetos de outros nordestinos. 

 

— Eu acho que o Cine Holliúdy junto com O Shaolin abriram uma vertente moderna no sentido de que vão aparecer vários diretores. Isso vai criar uma escola do pessoal querer fazer esse cinema brasileiro mesmo.

O comediante Marcos Veras também está na trama. 

De família nordestina, Veras diz que se preocupou na hora de criar seu personagem, já que não tem sotaque.

— É uma armadilha você ir para o mais fácil, pro mais exagerado. O caso do Shaolin do Sertão é que os personagens são humanizados, então não caberia fazer uma voz, um tipo, um jeito para se tornar mais engraçado. Quem é de lá não iria se reconhecer.

Halder Gomes, diretor do filme, também falou sobre representatividade em seus filmes. 

— Eu sou um cearense puro-sangue, de origem, nascido, criado e residente. Eu vejo muitos filmes do mundo inteiro. Eu quero que as pessoas vejam também quão interessante somos nós. Quero continuar fazendo esses filmes que levam nossa identidade de uma forma muito marcante.

VEJA AQUI A ENTREVISTA DE MARCOS VERAS E HALDER GOMES:

 

Fonte: R7